V Club Atibaia - SP
Atibaia é um município brasileiro no estado de São Paulo. Maior economia da Região Bragantina em termos de Produto Interno Bruto (PIB), sua população, conforme censo do IBGE de 2022, é de 158 647 habitantes.[2] No entanto, segundo o IBGE, a cidade trata-se de uma Conurbação com Bom Jesus dos Perdões, devido sua proximidade, que a torna a maior aglomeração urbana da Região Bragantina, com mais de 180 mil habitantes.

Estância Climática

Atibaia é um dos doze municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais

Toponímia
Já antes da fundação do atual município de Atibaia, este era o nome dado ao sítio onde hoje se encontra o município. Larga controvérsia tem havido entre os tupinólogos que têm procurado definir o verdadeiro significado desta palavra. Segundo frei Francisco dos Prazeres Maranhão, em seu glossário de palavras indígenas, o nome Tybaia significa "rio da feitoria".

Para João Mendes de Almeida, em seu Dicionário Geográfico da Província de São Paulo, teve origem no rio que lhe empresta o nome, concluindo: "Atibaia, corruptela de Tipai, "rio alagado". Por isso, os antigos diziam Tipaia e não Atibaia, de Ti, "rio"; Pa, aférese de iupá, "lagoa, alagadiço" e I, preposição significando "em", alusiva a correrem várzeas extensas por entre alagadiços".

Devido à presença de uma serra em Atibaia, a origem do nome pode estar na corruptela Tipai, "morro dependurado". De ti, "montão" e pai, "dependurado".

Teodoro Fernandes Sampaio diz que Atibaia, antigamente Tibaya, como escreveu Manuel Aires de Casal, significa "água saudável" (ty-b-aia), podendo ainda ser "água trançada, revolta ou confusa". O mesmo autor ainda aponta os significados possíveis de "pomar saudável" (atyb-aia) e "sítio saudável" (tyb-aia).[5]

Plínio Ayrosa, em valiosa colaboração para o jornal O Estado de S. Paulo, conclui que "Tibaia significa "água salobra, acre, ruim, poluída". Mas esse mesmo tupinólogo, em seu livro Primeiras Noções de Tupi, define: "Atibaia – (Ty-Baio) – o "rio manso de águas tranquilas, de água agradável ao paladar".

O Vocabulário na Língua Brasílica, obra de um jesuíta do século XVI publicada por Plínio Ayrosa em 1938,[6] aponta, como origem, o termo tupi atybaîa, com o significado de "madeixa de cabelo que os índios têm sobre as orelhas".[5] Eduardo de Almeida Navarro se posiciona a favor dessa explicação, especulando que, talvez, os índios da região tivessem essa característica física.[7]

Hoje, se escreve e se diz "Atibaia". As formas "Tybaia", "Thibaya", "Atubaia" etc. já estão fora do domínio de nosso povo.

A origem de Atibaia está diretamente ligada aos bandeirantes, pelo fato de o município estar localizado nas rotas de passagem desses exploradores paulistas, que procuravam indígenas para escravizar e pedras preciosas. Uma dessas rotas era a que ligava a Minas Gerais.[8]

Entre 1653 e 1660, os irmãos bandeirantes Marcelino de Camargo e Jerônimo de Camargo fizeram várias entradas pelos sertões e, nessa época, Jerônimo se instalou nas margens do Rio Atibaia em uma fazenda e nela ergueu uma capela em louvor a São João Batista, em cujos arredores se formou o povoado de Atibaia. Tradicionalmente, fala-se que tal templo foi erigido em 24 de junho de 1665, data considerada a de fundação do município, mas alguns historiadores falam que ele foi erigido por volta de 1654.[9]

A primeira menção escrita ao povoado de Atibaia data de 3 de julho de 1665, quando a Câmara de São Paulo ordenou que o Padre Mateus Nunes de Siqueira deixasse indígenas guaramomis ou guarus conquistados em uma bandeira naquela povoação. Em 9 de novembro de 1666, a Câmara de São Paulo enviou dois oficiais de Justiça a Atibaia, para “ver se estão os índios goaramimis na paragem donde deles tomaram lista o ano passado”.[9]

Aos poucos, o pequeno núcleo de Atibaia foi se desenvolvendo, sendo parada obrigatória para quem seguia em direção a Minas Gerais, sendo capela curada em 1679 e paróquia em data ignorada, provavelmente em 1701. O povoado foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de São João de Atibaia, por meio de alvará de 13 de agosto de 1747, subordinado à cidade de São Paulo.[9][10]

Jerônimo de Camargo faleceu em Jundiaí, no início de 1707, porém seu trabalho teve sequência por meio de seus descendentes nas fazendas de gado, inclusive em relação à luta pela emancipação do vilarejo. O povoado foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de São João de Atibaia, por meio de alvará de 13 de agosto de 1747, subordinado à cidade de São Paulo.[9][10]

Em 27 de junho de 1769, por meio de portaria do então governador da Capitania de São Paulo, o Morgado de Mateus, a Freguesia de São João de Atibaia foi elevada à condição de vila, desmembrando-se de São Paulo, sendo a nova vila instalada em 19 de fevereiro de 1770, com a posse da primeira Câmara Municipal.


Estado de São Paulo (1800).
A partir daí, já independente e com administração própria, a vila pode começar o seu progresso. De fato, em pouco tempo tornou-se uma espécie de celeiro da capital paulista, graças ao grande desenvolvimento da pecuária e da cultura de cereais, em especial de trigo.[9][10]

Além da prosperidade econômica, a vila de São João de Atibaia participou ativamente de episódios que marcaram a História do Brasil, como ter tido representação na chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, ter jurado lealdade às Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa (1820-1821) e ter abraçado à causa da independência do Brasil, com a Câmara Municipal reconhecendo-a em 7 de outubro de 1822.


Retrato de Atibaia em 1829 em pintura de Campos Ayres
Mais tarde, nas revoltas liberais de 1842, Atibaia pôs-se ao lado de Rafael Tobias de Aguiar, escolha que gerou muitos tumultos na vila, com a Câmara local recusando-se a obedecer a ordens imperiais, sendo cassada em 4 de maio de 1842 e restaurada após anistia imperial em 24 de junho de 1844. Em 22 de abril de 1864, a Lei Provincial n° 26 dá a São João de Atibaia o título de cidade.[10]

No final do período colonial e ao longo do Império, Atibaia perdeu território para a criação das vilas de Bragança (1797), Nazaré (1850) e Santo Antônio da Cachoeira (1859).[9]

A causa abolicionista teve uma grande repercussão em solo atibaiense, tendo como exemplos a fazendeira local D. Delfina das Pedras, que alforriou seus escravos muitos anos antes da Lei Áurea (1888), ou o vereador Olímpio da Paixão e o juiz municipal Antonio Bento de Souza e Castro, que trabalharam arduamente para o fim da escravatura.[10]

A causa republicana também encontrou muitos adeptos na cidade. Nesse período de final do Império, destacaram-se as inflamadas reuniões de militantes republicanos de Américo Brasiliense e o envio de um representante atibaiense ao 1º Congresso Republicano Provincial. Por ocasião deste encontro, Atibaia disputou com São Paulo, Itu, Campinas e outras localidades o direito de sediar o evento, numa competição que foi vencida por Itu.[10]

Uma sequência de grandes melhorias — como a instalação de redes de água, esgoto e luz elétrica, as inaugurações do Grupo Escolar José Alvim e do Hotel Municipal, a criação da primeira indústria têxtil, o alargamento das ruas, o ajardinamento das praças — vieram com a proclamação da república, com o início de uma fase de grande desenvolvimento de Atibaia, que mudaram significativamente o perfil da pobre vila de São João do Atibaia e deram origem à Atibaia que conhecemos hoje. Nesse contexto de modernização, foi fundado, em 1901, o jornal O Atibaiense, importante veículo da imprensa local. Em 20 de dezembro de 1905, o nome do município foi simplificado de São João de Atibaia para Atibaia, por meio da Lei Estadual nº 975.[10]

Geografia

Pedrinha Atibaia na Serra do Itapetinga.
Localiza-se a uma altitude de 803 metros acima do mar. É uma das onze cidades que integram a Região Imediata de Bragança Paulista, sendo a segunda cidade mais populosa desta região. A Região Imediata de Bragança Paulista é uma das onze regiões que compõem a Região Intermediária de Campinas, composta por 87 cidades.

Hidrografia
Rio Cachoeira
Rio Atibaia
Rio Jundiaí
Represa Usina de Atibaia
Clima
O clima de Atibaia é tropical de altitude, tendo invernos relativamente frios e secos e verão quente e chuvoso. Segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO/SP), desde dezembro de 2000 a menor temperatura registrada em Atibaia foi de 2,1 °C em 3 de setembro de 2002 e a maior atingiu 37,9 °C em 18 de outubro de 2014, seguido por 37,8 °C em 8 de outubro de 2020. O maior acumulado de chuva em 24 horas alcançou 105,7 mm em 11 de janeiro de 2011.[11]

Turismo

Trilhas de Atibaia.
Atibaia é um destino turístico atrativo graças ao seu clima agradável e belas paisagens naturais, que oferecem um refúgio tranquilo das grandes metrópoles. A cidade é famosa por seus eventos como a Festa de Flores e Morangos, que celebra a cultura e a produção local. Além disso, a região é ideal para atividades ao ar livre como trilhas, voo livre e outros esportes de aventura, atraindo turistas que buscam tanto relaxamento quanto adrenalina em meio à natureza.[35]

Festa de Flores e Morangos

37ª Festa de Flores e Morangos.
A Festa de Flores e Morangos de Atibaia é realizada no Parque Ecológico da cidade, e já se firmou como um dos principais eventos turísticos e econômicos do estado de São Paulo. O evento atrai visitantes de todas as regiões do Brasil para celebrar as tradições rurais e apreciar a riqueza cultural e agrícola da região.[36]

Além do destaque cultural, a festa tem um forte impacto econômico, já que dezenas de toneladas de morangos são comercializadas diretamente com os consumidores, evidenciando a alta qualidade do fruto local. Também são vendidos milhares de itens entre flores e produtos de jardinagem, resultado do grande interesse do público.[37]


Evento na festa.
A programação cultural também é um grande atrativo, com diversas apresentações, entre danças típicas, shows musicais e performances artísticas. O evento conta ainda com praças de alimentação, oferecendo uma variedade gastronômica que atende a todos os gostos, desde pratos típicos brasileiros até culinárias oriental. Para as famílias, há um espaço de entretenimento dedicado às crianças, além de amplo estacionamento para maior comodidade.[37]

Um dos pontos altos da festa é o Pavilhão de Exposição, que é uma tradição no evento. O espaço exibe uma deslumbrante variedade de flores, com milhares de pétalas cuidadosamente arranjadas em displays artísticos que encantam os visitantes. A beleza e o cuidado com as flores, especialmente orquídeas e bonsais, transformam o pavilhão em um espetáculo à parte.[37]

A Festa de Flores e Morangos é uma vitrine não apenas para os produtores, mas para toda a região, como um destino atrativo, oferecendo lazer, cultura e desenvolvimento econômico.[37]

Parque Edmundo Zanoni

Parque Edmundo Zanoni.
Com 38.700 metros quadrados, o parque possui lago com pedalinhos, patos e ganços, área para descanso, caminhadas, playground, um galpão, uma lanchonete, um jardim japonês e extensa área verde.[38]

Abriga o Salão do Artesão e o Museu de História Natural e a Feira de Artesanato. O local também sedia eventos famosos como a Festa de Flores e Morangos (setembro) e a Expoagro de Atibaia (abril).[38]

Museu de História Natural
Localizado dentro do Parque Edmundo Zanoni, o museu expõe animais empalhados. A parte principal de seu acervo é composta de mil ou mais vertebrados formando uma rara coleção de espécimes de nossa fauna.[38]

Museu Municipal João Batista Conti

Museu Municipal João Batista Conti.
Foi fundado em 1953 e possui extenso acervo com seção de decretos do Brasil colônia e do império, fotos antigas de Atibaia, sala de folclore, artes sacras e outros componentes da história da cidade e do País.[38]

Estação Atibaia

Estação Atibaia.
Localizado em uma área de 300.000 m2, possui um grande acervo ferroviário com locomotivas, vagões de passageiros, vagões dormitórios, vagões bagagem correio, bonde e tudo o que esta relacionado as ferrovias de nosso país.[38]

Lago do Major e Teleférico
Ponto de encontro para o lazer, pique-nique, atividades ao ar livre como caminhada, quadra de vôlei e playground. Possui uma fonte no centro do lago e um teleférico com 550m de percurso em meio à natureza e uma bela paisagem.[38]

Represa da Usina
O local ideal para ski windsurf, passeios de barco, entre outros. É área de preservação ambiental e podem ser vistas espécimes vegetais e animais silvestres. Seu acesso é pela Rodovia Dom Pedro I.[38]

Pedra Grande

Atibaia vista da Pedra Grande.
Considerado o paraíso dos esportes radicais, como o rapel, a escalada, asa delta, paraglider, jipe, motocross e montain bike, onde além desses esportes é possível ter uma vista incrível de várias cidades de toda a região.[38]

Parque Estadual de Itapetinga
Ver artigo principal: Parque Estadual de Itapetinga
Com os parques estaduais da Cantareira e Itaberaba e o Monumento Natural Estadual da Pedra Grande, forma um mosaico de unidades de conservação denominado "Contínuo Cantareira".[39]

O parque oficializa a proteção dos remanescentes de floresta da Serra do Itapetinga. Dado isso, é habitat de inúmeras espécies ameaçadas de extinção no estado de São Paulo e protege nascentes de importantes bacias hidrográficas que abastecem o Sistema Cantareira.[39]
V Club Atibaia - SP Atibaia é um município brasileiro no estado de São Paulo. Maior economia da Região Bragantina em termos de Produto Interno Bruto (PIB), sua população, conforme censo do IBGE de 2022, é de 158 647 habitantes.[2] No entanto, segundo o IBGE, a cidade trata-se de uma Conurbação com Bom Jesus dos Perdões, devido sua proximidade, que a torna a maior aglomeração urbana da Região Bragantina, com mais de 180 mil habitantes. Estância Climática Atibaia é um dos doze municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais Toponímia Já antes da fundação do atual município de Atibaia, este era o nome dado ao sítio onde hoje se encontra o município. Larga controvérsia tem havido entre os tupinólogos que têm procurado definir o verdadeiro significado desta palavra. Segundo frei Francisco dos Prazeres Maranhão, em seu glossário de palavras indígenas, o nome Tybaia significa "rio da feitoria". Para João Mendes de Almeida, em seu Dicionário Geográfico da Província de São Paulo, teve origem no rio que lhe empresta o nome, concluindo: "Atibaia, corruptela de Tipai, "rio alagado". Por isso, os antigos diziam Tipaia e não Atibaia, de Ti, "rio"; Pa, aférese de iupá, "lagoa, alagadiço" e I, preposição significando "em", alusiva a correrem várzeas extensas por entre alagadiços". Devido à presença de uma serra em Atibaia, a origem do nome pode estar na corruptela Tipai, "morro dependurado". De ti, "montão" e pai, "dependurado". Teodoro Fernandes Sampaio diz que Atibaia, antigamente Tibaya, como escreveu Manuel Aires de Casal, significa "água saudável" (ty-b-aia), podendo ainda ser "água trançada, revolta ou confusa". O mesmo autor ainda aponta os significados possíveis de "pomar saudável" (atyb-aia) e "sítio saudável" (tyb-aia).[5] Plínio Ayrosa, em valiosa colaboração para o jornal O Estado de S. Paulo, conclui que "Tibaia significa "água salobra, acre, ruim, poluída". Mas esse mesmo tupinólogo, em seu livro Primeiras Noções de Tupi, define: "Atibaia – (Ty-Baio) – o "rio manso de águas tranquilas, de água agradável ao paladar". O Vocabulário na Língua Brasílica, obra de um jesuíta do século XVI publicada por Plínio Ayrosa em 1938,[6] aponta, como origem, o termo tupi atybaîa, com o significado de "madeixa de cabelo que os índios têm sobre as orelhas".[5] Eduardo de Almeida Navarro se posiciona a favor dessa explicação, especulando que, talvez, os índios da região tivessem essa característica física.[7] Hoje, se escreve e se diz "Atibaia". As formas "Tybaia", "Thibaya", "Atubaia" etc. já estão fora do domínio de nosso povo. A origem de Atibaia está diretamente ligada aos bandeirantes, pelo fato de o município estar localizado nas rotas de passagem desses exploradores paulistas, que procuravam indígenas para escravizar e pedras preciosas. Uma dessas rotas era a que ligava a Minas Gerais.[8] Entre 1653 e 1660, os irmãos bandeirantes Marcelino de Camargo e Jerônimo de Camargo fizeram várias entradas pelos sertões e, nessa época, Jerônimo se instalou nas margens do Rio Atibaia em uma fazenda e nela ergueu uma capela em louvor a São João Batista, em cujos arredores se formou o povoado de Atibaia. Tradicionalmente, fala-se que tal templo foi erigido em 24 de junho de 1665, data considerada a de fundação do município, mas alguns historiadores falam que ele foi erigido por volta de 1654.[9] A primeira menção escrita ao povoado de Atibaia data de 3 de julho de 1665, quando a Câmara de São Paulo ordenou que o Padre Mateus Nunes de Siqueira deixasse indígenas guaramomis ou guarus conquistados em uma bandeira naquela povoação. Em 9 de novembro de 1666, a Câmara de São Paulo enviou dois oficiais de Justiça a Atibaia, para “ver se estão os índios goaramimis na paragem donde deles tomaram lista o ano passado”.[9] Aos poucos, o pequeno núcleo de Atibaia foi se desenvolvendo, sendo parada obrigatória para quem seguia em direção a Minas Gerais, sendo capela curada em 1679 e paróquia em data ignorada, provavelmente em 1701. O povoado foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de São João de Atibaia, por meio de alvará de 13 de agosto de 1747, subordinado à cidade de São Paulo.[9][10] Jerônimo de Camargo faleceu em Jundiaí, no início de 1707, porém seu trabalho teve sequência por meio de seus descendentes nas fazendas de gado, inclusive em relação à luta pela emancipação do vilarejo. O povoado foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de São João de Atibaia, por meio de alvará de 13 de agosto de 1747, subordinado à cidade de São Paulo.[9][10] Em 27 de junho de 1769, por meio de portaria do então governador da Capitania de São Paulo, o Morgado de Mateus, a Freguesia de São João de Atibaia foi elevada à condição de vila, desmembrando-se de São Paulo, sendo a nova vila instalada em 19 de fevereiro de 1770, com a posse da primeira Câmara Municipal. Estado de São Paulo (1800). A partir daí, já independente e com administração própria, a vila pode começar o seu progresso. De fato, em pouco tempo tornou-se uma espécie de celeiro da capital paulista, graças ao grande desenvolvimento da pecuária e da cultura de cereais, em especial de trigo.[9][10] Além da prosperidade econômica, a vila de São João de Atibaia participou ativamente de episódios que marcaram a História do Brasil, como ter tido representação na chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, ter jurado lealdade às Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa (1820-1821) e ter abraçado à causa da independência do Brasil, com a Câmara Municipal reconhecendo-a em 7 de outubro de 1822. Retrato de Atibaia em 1829 em pintura de Campos Ayres Mais tarde, nas revoltas liberais de 1842, Atibaia pôs-se ao lado de Rafael Tobias de Aguiar, escolha que gerou muitos tumultos na vila, com a Câmara local recusando-se a obedecer a ordens imperiais, sendo cassada em 4 de maio de 1842 e restaurada após anistia imperial em 24 de junho de 1844. Em 22 de abril de 1864, a Lei Provincial n° 26 dá a São João de Atibaia o título de cidade.[10] No final do período colonial e ao longo do Império, Atibaia perdeu território para a criação das vilas de Bragança (1797), Nazaré (1850) e Santo Antônio da Cachoeira (1859).[9] A causa abolicionista teve uma grande repercussão em solo atibaiense, tendo como exemplos a fazendeira local D. Delfina das Pedras, que alforriou seus escravos muitos anos antes da Lei Áurea (1888), ou o vereador Olímpio da Paixão e o juiz municipal Antonio Bento de Souza e Castro, que trabalharam arduamente para o fim da escravatura.[10] A causa republicana também encontrou muitos adeptos na cidade. Nesse período de final do Império, destacaram-se as inflamadas reuniões de militantes republicanos de Américo Brasiliense e o envio de um representante atibaiense ao 1º Congresso Republicano Provincial. Por ocasião deste encontro, Atibaia disputou com São Paulo, Itu, Campinas e outras localidades o direito de sediar o evento, numa competição que foi vencida por Itu.[10] Uma sequência de grandes melhorias — como a instalação de redes de água, esgoto e luz elétrica, as inaugurações do Grupo Escolar José Alvim e do Hotel Municipal, a criação da primeira indústria têxtil, o alargamento das ruas, o ajardinamento das praças — vieram com a proclamação da república, com o início de uma fase de grande desenvolvimento de Atibaia, que mudaram significativamente o perfil da pobre vila de São João do Atibaia e deram origem à Atibaia que conhecemos hoje. Nesse contexto de modernização, foi fundado, em 1901, o jornal O Atibaiense, importante veículo da imprensa local. Em 20 de dezembro de 1905, o nome do município foi simplificado de São João de Atibaia para Atibaia, por meio da Lei Estadual nº 975.[10] Geografia Pedrinha Atibaia na Serra do Itapetinga. Localiza-se a uma altitude de 803 metros acima do mar. É uma das onze cidades que integram a Região Imediata de Bragança Paulista, sendo a segunda cidade mais populosa desta região. A Região Imediata de Bragança Paulista é uma das onze regiões que compõem a Região Intermediária de Campinas, composta por 87 cidades. Hidrografia Rio Cachoeira Rio Atibaia Rio Jundiaí Represa Usina de Atibaia Clima O clima de Atibaia é tropical de altitude, tendo invernos relativamente frios e secos e verão quente e chuvoso. Segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO/SP), desde dezembro de 2000 a menor temperatura registrada em Atibaia foi de 2,1 °C em 3 de setembro de 2002 e a maior atingiu 37,9 °C em 18 de outubro de 2014, seguido por 37,8 °C em 8 de outubro de 2020. O maior acumulado de chuva em 24 horas alcançou 105,7 mm em 11 de janeiro de 2011.[11] Turismo Trilhas de Atibaia. Atibaia é um destino turístico atrativo graças ao seu clima agradável e belas paisagens naturais, que oferecem um refúgio tranquilo das grandes metrópoles. A cidade é famosa por seus eventos como a Festa de Flores e Morangos, que celebra a cultura e a produção local. Além disso, a região é ideal para atividades ao ar livre como trilhas, voo livre e outros esportes de aventura, atraindo turistas que buscam tanto relaxamento quanto adrenalina em meio à natureza.[35] Festa de Flores e Morangos 37ª Festa de Flores e Morangos. A Festa de Flores e Morangos de Atibaia é realizada no Parque Ecológico da cidade, e já se firmou como um dos principais eventos turísticos e econômicos do estado de São Paulo. O evento atrai visitantes de todas as regiões do Brasil para celebrar as tradições rurais e apreciar a riqueza cultural e agrícola da região.[36] Além do destaque cultural, a festa tem um forte impacto econômico, já que dezenas de toneladas de morangos são comercializadas diretamente com os consumidores, evidenciando a alta qualidade do fruto local. Também são vendidos milhares de itens entre flores e produtos de jardinagem, resultado do grande interesse do público.[37] Evento na festa. A programação cultural também é um grande atrativo, com diversas apresentações, entre danças típicas, shows musicais e performances artísticas. O evento conta ainda com praças de alimentação, oferecendo uma variedade gastronômica que atende a todos os gostos, desde pratos típicos brasileiros até culinárias oriental. Para as famílias, há um espaço de entretenimento dedicado às crianças, além de amplo estacionamento para maior comodidade.[37] Um dos pontos altos da festa é o Pavilhão de Exposição, que é uma tradição no evento. O espaço exibe uma deslumbrante variedade de flores, com milhares de pétalas cuidadosamente arranjadas em displays artísticos que encantam os visitantes. A beleza e o cuidado com as flores, especialmente orquídeas e bonsais, transformam o pavilhão em um espetáculo à parte.[37] A Festa de Flores e Morangos é uma vitrine não apenas para os produtores, mas para toda a região, como um destino atrativo, oferecendo lazer, cultura e desenvolvimento econômico.[37] Parque Edmundo Zanoni Parque Edmundo Zanoni. Com 38.700 metros quadrados, o parque possui lago com pedalinhos, patos e ganços, área para descanso, caminhadas, playground, um galpão, uma lanchonete, um jardim japonês e extensa área verde.[38] Abriga o Salão do Artesão e o Museu de História Natural e a Feira de Artesanato. O local também sedia eventos famosos como a Festa de Flores e Morangos (setembro) e a Expoagro de Atibaia (abril).[38] Museu de História Natural Localizado dentro do Parque Edmundo Zanoni, o museu expõe animais empalhados. A parte principal de seu acervo é composta de mil ou mais vertebrados formando uma rara coleção de espécimes de nossa fauna.[38] Museu Municipal João Batista Conti Museu Municipal João Batista Conti. Foi fundado em 1953 e possui extenso acervo com seção de decretos do Brasil colônia e do império, fotos antigas de Atibaia, sala de folclore, artes sacras e outros componentes da história da cidade e do País.[38] Estação Atibaia Estação Atibaia. Localizado em uma área de 300.000 m2, possui um grande acervo ferroviário com locomotivas, vagões de passageiros, vagões dormitórios, vagões bagagem correio, bonde e tudo o que esta relacionado as ferrovias de nosso país.[38] Lago do Major e Teleférico Ponto de encontro para o lazer, pique-nique, atividades ao ar livre como caminhada, quadra de vôlei e playground. Possui uma fonte no centro do lago e um teleférico com 550m de percurso em meio à natureza e uma bela paisagem.[38] Represa da Usina O local ideal para ski windsurf, passeios de barco, entre outros. É área de preservação ambiental e podem ser vistas espécimes vegetais e animais silvestres. Seu acesso é pela Rodovia Dom Pedro I.[38] Pedra Grande Atibaia vista da Pedra Grande. Considerado o paraíso dos esportes radicais, como o rapel, a escalada, asa delta, paraglider, jipe, motocross e montain bike, onde além desses esportes é possível ter uma vista incrível de várias cidades de toda a região.[38] Parque Estadual de Itapetinga Ver artigo principal: Parque Estadual de Itapetinga Com os parques estaduais da Cantareira e Itaberaba e o Monumento Natural Estadual da Pedra Grande, forma um mosaico de unidades de conservação denominado "Contínuo Cantareira".[39] O parque oficializa a proteção dos remanescentes de floresta da Serra do Itapetinga. Dado isso, é habitat de inúmeras espécies ameaçadas de extinção no estado de São Paulo e protege nascentes de importantes bacias hidrográficas que abastecem o Sistema Cantareira.[39]
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